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Como trocar corretamente o óleo hidráulico em uma dobradeira de tubos? Um especialista experiente apresenta um guia detalhado, passo a passo.
Como trocar corretamente o óleo hidráulico em uma dobradeira de tubos? Um especialista experiente apresenta um guia detalhado, passo a passo.


O óleo hidráulico é a "força vital" de uma máquina de dobra de tubos, desempenhando três funções essenciais: transmitir pressão, lubrificar as partes móveis e dissipar o calor. Se o óleo ficar sujo, em nível baixo ou degradado, a máquina pode apresentar pressão instável, operação lenta e ângulos de dobra imprecisos; em casos graves, isso pode até danificar a bomba de óleo e as válvulas. Muitas falhas aparentemente inexplicáveis acabam tendo origem em problemas no óleo hidráulico. A seguir, apresento de forma clara o processo completo de troca de óleo, o cronograma recomendado e as precauções importantes.

1. Quando o óleo deve ser trocado? Guarde estes marcos.
Período de amaciamento de máquinas novas: o óleo deve ser trocado após a nova dobradeira de tubos operar por 500 horas. Durante a fase de amaciamento, os componentes internos geram limalhas metálicas; se elas se misturarem ao óleo, podem causar desgaste nas vedações e nas gavetas das válvulas. Trocar o óleo no marco das 500 horas efetivamente "purifica o sistema".
Ciclo normal de operação: as trocas subsequentes devem ocorrer a cada 2.000 a 4.000 horas. O intervalo específico depende da intensidade de uso: opte por 2.000 horas se a máquina operar em dois turnos ou trabalhar com cargas pesadas; estenda para 4.000 horas em uso leve ou intermitente.
Não espere—troque o óleo imediatamente se notar qualquer um dos seguintes sinais:
Aumento anormal da temperatura do óleo (por exemplo, ultrapassando facilmente 65°°C em comparação com os habituais 50°°C)
Movimento lento do cilindro ou perda perceptível de potência
Aumento do ruído da bomba hidráulica, como sons de trepidação ou assobio
Óleo escurecido/preto ou branco leitoso (indicando contaminação por água)
Odor de queimado detectado ao abrir a tampa do tanque de óleo
II. Preparativos antes da troca de óleo
Ferramentas e materiais: óleo hidráulico especificado pelo fabricante (normalmente ISO VG 32 ou 46), novos elementos filtrantes (filtros de sucção e de retorno), pano limpo sem fiapos, recipiente para óleo usado, funil com filtro, luvas e óculos de segurança.
Medidas de segurança: desligue a máquina e desconecte a alimentação elétrica; aguarde 10–a 15 minutos para que a temperatura do óleo desça a um nível seguro. A pressão do sistema deve ser completamente aliviada—isso pode ser feito acionando os cilindros hidráulicos algumas vezes sem carga.

III. Procedimento detalhado de troca de óleo em sete etapas
Etapa 1: Drenar o óleo usado
Localize o bujão de drenagem na parte inferior do tanque de óleo e coloque um recipiente para óleo usado embaixo. Desenrosque lentamente o bujão para permitir que o óleo usado escorra. A drenagem é mais eficaz se o óleo ainda estiver morno (mas não tão quente a ponto de queimar as mãos), pois o óleo morno flui com mais facilidade e carrega a borra acumulada no fundo. O processo de drenagem pode levar mais de dez minutos; tenha paciência e espere até que escorra completamente.
Etapa 2: Limpar o interior do tanque de óleo
Depois que o óleo usado tiver sido drenado, remova a placa de cobertura do tanque ou a tampa do alçapão. Use um pano sem fiapos para limpar as paredes internas, o fundo e os cantos do tanque, removendo toda a borra e as partículas metálicas acumuladas. Nunca use estopa de algodão ou panos comuns, pois eles soltam fibras que podem obstruir os canais de óleo. Se o fundo do tanque contiver um ímã (comum em muitas máquinas), remova-o e limpe-o cuidadosamente antes de reinstalá-lo.
Etapa 3: Substituir ou limpar o elemento filtrante
O elemento filtrante hidráulico atua como o "rim" do sistema de óleo. Você deve substituir o elemento do filtro de retorno a cada troca de óleo, enquanto o elemento do filtro de sucção pode ser limpo ou substituído conforme o estado. Lembre-se: trocar o óleo sem trocar o filtro é um esforço perdido—os contaminantes retidos no filtro antigo poluirão rapidamente o óleo novo. Não descarte o filtro antigo imediatamente; você pode usá-lo para avaliar o nível de contaminação. Abri-lo para inspeção, verificando se há limalhas metálicas e borra, oferece uma oportunidade valiosa para avaliar o desgaste da máquina.
Etapa 4: Inspecionar e limpar outros componentes
Aproveite para verificar a condição do aquecedor interno do tanque (se houver), do indicador de nível de óleo e dos conexões da linha de retorno. Limpe o tubo de vidro do indicador com um pano se estiver sujo; caso contrário, será difícil ler o nível de óleo depois. Verifique se as conexões da linha de sucção estão frouxas, pois conexões soltas podem permitir a entrada de ar no sistema.
Etapa 5: Abastecer com óleo novo
Certifique-se de que todos os bujões de drenagem e conexões estejam bem apertados. Use o grau de óleo e a viscosidade especificados pelo fabricante (normalmente ISO VG 46 para oficinas em temperatura normal e VG 32 para ambientes frios). Despeje o óleo lentamente através de um funil com filtro para evitar a entrada de impurezas e bolhas de ar. Complete até um nível entre as marcas central e superior da vareta, garantindo que não ultrapasse a linha máxima. Mantenha a área ao redor da abertura de abastecimento limpa durante o processo para evitar a entrada de poeira.
Etapa 6: Purgar o ar do sistema
Depois de abastecer com óleo novo, ainda haverá ar nas linhas. Ligue a máquina em baixa velocidade (acionando o motor da bomba de óleo) e mova o cilindro sem carga de 5 a 10 vezes. O nível de óleo vai baixar à medida que o fluido enche as linhas. Pare a máquina e complete o óleo hidráulico até a marca central da vareta. Repita esse processo de purga e reposição 2–a 3 vezes, até que o cilindro se mova suavemente, sem movimento de "gripagem-deslizamento" (trancos). A falha em executar esta etapa corretamente pode resultar em vibração, ruído e instabilidade da pressão.
Etapa 7: Teste de funcionamento e inspeção
Ligue a máquina para operação normal e monitore os manômetros de temperatura e pressão do óleo. Verifique se há vazamentos em todas as conexões e bujões de drenagem. Após operar por 15–a 30 minutos, pare a máquina novamente para verificar o nível de óleo e completar, se necessário. Registre a data da troca de óleo, o tipo de óleo e as horas de operação para referência futura de manutenção.

IV. Três erros comuns na troca de óleo
Erro 1: Misturar óleos de marcas ou graus diferentes
As formulações de aditivos em óleos hidráulicos de marcas diferentes podem ser incompatíveis; misturá-los pode provocar reações químicas que reduzem o desempenho da lubrificação, causam formação de espuma e aumentam o acúmulo de borra. A mistura não é recomendada, mesmo que os graus de viscosidade sejam idênticos. Se a mesma marca não estiver disponível, tente limpar completamente o tanque de óleo antes de adicionar o óleo novo.
Erro 2: Trocar o óleo sem substituir o elemento filtrante
Se o elemento filtrante estiver obstruído ou sujo, o óleo novo logo ficará contaminado no mesmo nível do óleo usado. Os elementos filtrantes da linha de retorno são baratos e devem ser substituídos em toda troca de óleo. Também é recomendável substituir o elemento filtrante de sucção a cada duas trocas de óleo.
Erro 3: Negligenciar a limpeza ambiental
Trocar óleo em áreas empoeiradas ou com vento, ou usar funis e recipientes sujos, acaba introduzindo impurezas no óleo novo. Limpe a área ao redor da abertura de enchimento com um pano antes da troca e certifique-se de que todas as ferramentas de abastecimento estejam limpas. Não descarte o óleo usado de forma indiscriminada; entregue-o a um serviço profissional de reciclagem.
V. Dicas para manutenção de rotina
Semanalmente: verifique o nível do óleo e complete se estiver baixo. Observe a cor do óleo; uma aparência esbranquiçada indica entrada de água, enquanto uma cor enegrecida indica oxidação em alta temperatura.
Mensalmente: verifique se há sedimentos no fundo do tanque de óleo e inspecione o indicador de pressão diferencial do elemento filtrante (se equipado).
A cada seis meses: envie amostras de óleo para análise laboratorial (se houver condições) e ajuste o intervalo de troca de óleo com base nos resultados.
Gestão da temperatura do óleo: mantenha a temperatura do óleo entre 35°°C e 55°°C. A exposição prolongada a altas temperaturas acelera a oxidação e reduz o intervalo de troca de óleo.

O óleo hidráulico é o sangue vital de uma dobradeira de tubos. Se você acertar estes quatro pontos—trocar o óleo conforme o cronograma, substituir o elemento filtrante sempre que trocar o óleo, usar o tipo correto de óleo e garantir a purga de ar e a limpeza adequadas—o seu sistema hidráulico durará anos a mais e sofrerá muito menos falhas inexplicáveis.
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